quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Como construir um negócio que, de facto, funciona.

Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. A excelência não é então um acto, mas sim um hábito.”
Aristóteles

Mesmo que não seja essa a ideia, julgo que devemos construir os nossos negócios como se um dia tivéssemos de vendê-los. Exactamente. Isso significa que devemos prepará-los, para que não necessitem da nossa presença. Será fácil compreendermos que se tentarmos vender uma empresa que necessita de nós para bem funcionar, o preço que obteremos por ela será francamente inferior àquele que poderíamos obter, se ela funcionasse sem nós tão bem quanto funciona connosco. Com já vimos noutros artigos anteriormente escritos, devemos dedicar-nos a trabalhar o negócio em vez de no negócio.
A construção do nosso negócio deve então começar com a nossa visão do resultado final. Mais do que uma meta, a visão deve ser um legado. A visão deve ser quase inatingível, como tocar as estrelas, mas que tenha a ver com o que a empresa faz nesse momento e para onde se poderá dirigir no futuro. Outra opção é querer ser a melhor empresa na sua área de negócio, quer seja da cidade, do país ou do mundo. A visão deve ser envolvente e inspiradora.
De seguida, devemos estabelecer padrões de referência, que nos permitam fazer uma constante avaliação do nosso nível de prossecução de objectivos, que nos permitam medir o progresso, que nos permitam saber o que fazer, que nos permitam saber onde estamos, que nos permitam saber quanto já andámos e que nos permitam saber quanto nos falta andar.
Então, iniciamos o nosso processo de desenvolvimento do negócio. Este método compreende três processos constantes: o teste, a medição e a sistematização.
O teste prende-se com o ensaio de inovações. Há que lembrar que defendemos que o importante não é inovar ao nível do produto, mas sim da forma de ser vendido. Para o Empresário, o processo de funcionamento do negócio, bem como o de comercialização, é a verdadeira ferramenta de marketing. A forma como o negócio interage com o consumidor é francamente mais importante do que aquilo que vende. O produto é o negócio, não o que este comercializa. O processo de inovação é absolutamente fundamental, uma vez que é da inovação sistemática que depende o crescimento do negócio.
Para que as inovações sejam efectivas têm de ser quantificadas. Para que, de facto, possamos saber se resultaram ou não, há que medir o resultado da sua aplicação. A maior parte dos empresários não faz nenhum tipo de medição, e isso custa-lhes uma fortuna, para alem de dificultar, incrivelmente, o crescimento do negócio pela dificuldade de manutenção do processo inovador. Sem os números, é impossível saber onde estamos. Com os números, o nosso negócio passa a fazer outro sentido. Sem a medição, torna-se impossível tomar decisões fundamentadas nas empresas. O nosso conselho é medir tudo. Absolutamente tudo.
A sistematização é a eliminação da discricionariedade. Sem a sistematização, nada pode ser planeado ou antecipado. Como disse Levitt “ a discricionariedade é o inimigo da ordem, da padronização e da qualidade”. É a sistematização que nos vai permitir obter, do nosso negócio, resultados consistentes e previsíveis. Não ter o nosso negócio sistematizado é o mesmo que não o controlar, é o mesmo que não o possuir. É a sistematização que vai permitir, ao negócio, dar ao cliente aquilo que ele espera, em absolutamente todas as experiências.
Este processo de desenvolvimento do negócio torna-se assim uma busca constante de crescimento. Uma busca de servir, cada vez melhor, todos os envolvidos no processo - desde o consumidor, aos colaboradores, aos fornecedores e, derradeiramente, o proprietário. O processo torna-se parte integrante do negócio. Torna-se mesmo parte integrante do modelo de comunicação da empresa, da comunicação entre todos os envolvidos. Torna-se uma forma de pensar, uma forma de agir, mas também uma forma de ser

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