segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pensamento de base zero.


Antes de nos fazermos ao caminho e antes de tomarmos acção e também como base do planeamento, devemos fazer uma análise rigorosa e honesta da situação actual.
Uma das grandes questões da vida é a diferença entre aquilo que é e o que queremos que seja.
Dizer e assumir a verdade sobre a situação actual é fundamental para podermos começar a tomar decisões sobre o que fazer para melhorar a situação. É esta verdade que nos liberta. Ainda assim, é frequente entrarmos em negação e não vermos as coisas tal e qual elas são. É de importância crucial termos a coragem de fazer um balanço rigoroso sobre as nossas vidas. Quais são os nossos activos e os nossos passivos.
Eu não posso esperar ir de A a Z de um dia para o outro. Não posso esperar ir do que é para o que tem de ser num piscar de olhos. Mas posso pensar em criar hábitos diários que constantemente me aproximem de onde quero ir. A questão a colocar diariamente é: “O que posso fazer hoje para melhorar a minha situação?”. E é aí que começamos a perceber que algumas práticas simples, repetidas diariamente, produzem resultados extraordinários.
Outro aspecto essencial é assumirmos, em cada momento, um pensamento de base zero. O que significa isto? Significa pensar constantemente que não podemos alterar o passado, mas vamos sempre a tempo de alterar o futuro. Pensamento de base zero significa pensar que, independentemente das decisões que tomei no passado, quais são as decisões que mais me convém tomar hoje?
A análise de base zero tem como base duas questões importantes: compreender que estivemos errados e assumir que mudámos de ideias.
É importante desenvolvermos pensamentos de base zero no que respeita aos nossos colaboradortes. Se eu começasse tudo de novo quem é que eu escolheria para estar comigo em cada projecto?
É importante desenvolvermos pensamentos de base zero em relação aos nossos investimentos. Será que se pudesse voltar ao início eu voltaria a fazer este investimento?
É importante desenvolvermos pensamentos de base zero no que diz respeito às nossas actividades. Será que as actividades que eu tenho são as que mais contribuem para os meus objectivos?
E quando as respostas a estas questões são negativas, então dificilmente poderemos argumentar sobre a razão de manter essas decisões.
Podemos perguntar a nós próprios constantemente “se eu estivesse a começar agora e soubesse o que sei hoje será que tomaria estas decisões?”. E quando a resposta for negativa, alguma coisa terá de mudar por muito que isso nos custe.


1 comentário:

Unknown disse...

Funciona bem nas conversas!