Tenho para mim muito claro, que o caminho para a riqueza não passará, em caso algum, por trabalhar por conta de outrem. Por muito elevado que seja o nosso salário, não nos conduzirá nunca à riqueza. O que acontece na maior parte dos casos e enquanto trabalhamos para os outros, é que nos habituamos a consumir o nosso rendimento, ou até a contrair dívida para consumir mais ainda. No caso de quem tem salários mais elevados, muitas vezes, vive-se como rico sem de facto o ser.
O que é então ser rico?
O primeiro passo para a riqueza, é a construção de um rendimento passivo, por oposição a um ordenado. O que é um rendimento passivo? É um fluxo de caixa criado por investimentos e negócios, que não envolvam directamente a nossa actividade. Ou seja, quer nos levantemos da cama quer não, temos esses fluxos garantidos. Quando chegamos a esta fase julgo que nos podemos considerar endinheirados. Mas atenção, estamos a falar de fluxos de caixa constantes, não da possibilidade de estarmos a consumir aquilo que antes ganhámos. Estes fluxos devem ainda ser maiores, do que aquilo que normalmente gastamos.
O passo seguinte será tornarmo-nos abastados. Considero que nos tornamos abastados, quando ao rendimento passivo juntamos o crescimento patrimonial de activos físicos que suportem esse rendimento. Portanto aos fluxos de caixa constantes a que chamamos rendimento passivo, devemos juntar a apreciação patrimonial que nos trazem os activos físicos. Dentro dos activos físicos, o meu preferido é o Imobiliário. Durante muitos anos houve quem investisse em materiais preciosos, como o ouro, estes investimentos têm caído em desuso depois de durante várias décadas o ouro ter tido uma apreciação inferior aos depósitos.
Mas voltemos aos Imobiliário. Da forma como entendo as coisas, para de facto podermos considerar um activo como tal, este deve garantir-nos 2 coisas: Apreciação de valor patrimonial e rendimento. Caso contrário, na minha perspectiva, não os considero um verdadeiro activo. Isto pode parecer um contra-senso para quem toda a vida pensou, que a sua própria casa é o seu mais valioso activo. Não concordo! Se não gera um retorno é um encargo! Como tal deve ser suportada pelo nosso rendimento passivo. Obviamente que não podemos deixar de ter casa. Na minha opinião e do ponto de vista do enriquecimento, este é um mal necessário. Podemos eventualmente contar o aumento do seu valor patrimonial, mas ao não podermos também contar com rendimento, devemos ver a nossa casa como um mau activo ou praticamente como um passivo.
É fundamental ser assegurada esta ordem. Primeiro o rendimento passivo depois os activos físicos. Há muita gente que se sente tentada a fazer o contrário e torna-se rica em activos físico mas pobre em dinheiro. Fazer as coisas ao contrário compromete também o potencial de criação de riqueza, pois é a liquidez que nos permite continuar a investir e consequentemente financiar o enriquecimento.
Mas enfim chega a Riqueza. A verdadeira e abundante Riqueza, passe o pleonasmo, chega quando aos rendimentos passivos e à apreciação patrimonial do Imobiliário, juntamos a alavancagem dos activos não tangíveis. O que são activos não tangíveis? São acções, contratos, royalties, direitos e licenças. Tudo aquilo que gere dinheiro, sem gerar sequer preocupações. Quando escrevemos um livro, fazemo-lo uma vez e somos pagos por muitos anos. Quando desenvolvemos uma tecnologia, fazemo-lo também uma vez e somos pagos durante um longo prazo. Tudo aquilo que podemos fazer uma vez e ser pagos por longo período, se transforma num activo intangível. E o melhor dos activos intangíveis, é que normalmente não nos custam nada.
O que normalmente acontece, é que é muito difícil chegar a esta fase, sem antes passar pelas outras duas. E é muito difícil, porque esta fase depende de conhecimento. Conhecimento esse que deve ser construído ao passar pelas outras fases. É claro que muita gente ficará satisfeita, ao chegar a qualquer uma das outras fases. Mas acredito que esta será a fase verdadeiramente compensadora e aquela a que muito pouca gente se atreve a chegar.
segunda-feira, 10 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Empreendedorismo?
Somos normalmente ensinados desde pequenos que o nosso percurso na vida deve respeitar determinados parâmetros.
Por exemplo, no que se relaciona à nossa vida profissional, a maior parte de nós é ensinado a ir à escola, ser um bom aluno para depois arranjar um bom emprego. Nas Universidades a mesma ordem de ideias é seguida e somos levados a especializarmo-nos em determinadas áreas.
Mais tarde, no mercado de trabalho, somos ensinados a seguir instruções e aumentar o nosso nível de especialização, tornando-nos o melhor possível enquanto empregados, para dessa forma evoluir na carreira. A própria sociedade tem tendência para aumentar esta pressão, criando a ideia de que o modelo de bom cidadão será o de alguém com um bom nível de educação e com um bom emprego.
A questão é que, regra geral, aqueles que se especializam acabam por trabalhar para aqueles que lideram. E os que lideram são normalmente os generalistas.
A questão fundamental é que a sociedade está formatada para fazer de cada um de nós seguidores. O nosso próprio sistema de ensino, está desenhado dessa forma. Ao ensinarmos as pessoas a comportarem-se desta forma, estamos a criar um problema no que respeita ao Empreendedorismo. Quantos de nós estarão não só dispostos, mas também preparados, para montar as suas próprias empresas?
O nosso Empreendedorismo passa então, não só por desenvolvermos a mentalidade do sucesso, mas também as aprendizagens necessárias, para esse sucesso. Antes de esperarmos por resultados, temos de desenvolver as aprendizagens necessárias para chegar a esses resultados.
Como começar então?
Encontrar uma razão. Encontrar a nossa razão. O nosso porquê! Porque fazemos o que fazemos… Um motivo espiritual, mais importante que a nossa realidade material. Se encontramos o nosso porquê, todos os comos aparecem muito facilmente.
Compreender o poder da escolha. Uma das coisas que a vida tem de bom, é que todos os dias podemos fazer escolhas novas. Novos caminhos, novas estratégias e novas opções.
Perceber a importância da associação. O poder das redes de contactos, do networking. O mais importante de estar perto das pessoas certas é que as melhores oportunidades e aprendizagens estão junto destas pessoas.
Aprenda uma coisa de cada vez. Antes de dominar uma ferramenta, uma estratégia, ou uma aprendizagem, não passe para outra. Não tente fazer tudo ao mesmo tempo. Nós tornamo-nos naquilo que aprendemos, pelo que é importante aprender bem.
Rodeie-se de bons profissionais dos seus Fornecedores, aos seus Colaboradores. A informação não tem preço. Trabalhar com bons Advogados, bons Contabilistas, bons Brokers, etc. pode sair mais caro, mas trará seguramente o retorno.
Não gaste em bens de consumo, o retorno do seu negócio. Quantas vezes vemos Empresários, a quem as coisas até correm bem numa fase inicial, a gastar uma parte importante do dinheiro que ganham? O dinheiro feito no nosso negócio deve ser investido em activos geradores de rendimentos. Aquilo que devemos consumir, não deve ser mais do que o gerado por esses activos. Primeiro faça dinheiro, depois invista esse dinheiro e aí sim compre os seus brinquedos. Este será o caminho para a riqueza.
Domine os benefícios da modelagem. Tenha bem claro quem são os seus modelos. Os seus heróis. Siga o caminho daqueles que admira e terá boas probabilidades de ter resultados semelhantes.
Entenda que o derradeiro segredo do sucesso é a acção. Saber é fundamental, mas não é suficiente. O que fazemos com aquilo que sabemos é ainda mais importante. Procure novas ideias e aja.
Por último, conheça o poder de dar. Se quiser dinheiro, dê dinheiro. Se quiser vendas, procure ajudar alguém a vender. Ensine a vender. Se quiser contactos, dê-os primeiro a outros que também precisem.
A reciprocidade é quase mágica. Se damos aquilo que mais queremos, receberemos isso mesmo em quantidades ainda maiores. Com frequência, apenas o processo de pensar a forma de dar aquilo que procuramos, liberta uma corrente de retorno.
Ensine e receberá. Se quer aprender sobre sucesso dinheiro e negócios comece por partilhar aquilo que já sabe.
Por exemplo, no que se relaciona à nossa vida profissional, a maior parte de nós é ensinado a ir à escola, ser um bom aluno para depois arranjar um bom emprego. Nas Universidades a mesma ordem de ideias é seguida e somos levados a especializarmo-nos em determinadas áreas.
Mais tarde, no mercado de trabalho, somos ensinados a seguir instruções e aumentar o nosso nível de especialização, tornando-nos o melhor possível enquanto empregados, para dessa forma evoluir na carreira. A própria sociedade tem tendência para aumentar esta pressão, criando a ideia de que o modelo de bom cidadão será o de alguém com um bom nível de educação e com um bom emprego.
A questão é que, regra geral, aqueles que se especializam acabam por trabalhar para aqueles que lideram. E os que lideram são normalmente os generalistas.
A questão fundamental é que a sociedade está formatada para fazer de cada um de nós seguidores. O nosso próprio sistema de ensino, está desenhado dessa forma. Ao ensinarmos as pessoas a comportarem-se desta forma, estamos a criar um problema no que respeita ao Empreendedorismo. Quantos de nós estarão não só dispostos, mas também preparados, para montar as suas próprias empresas?
O nosso Empreendedorismo passa então, não só por desenvolvermos a mentalidade do sucesso, mas também as aprendizagens necessárias, para esse sucesso. Antes de esperarmos por resultados, temos de desenvolver as aprendizagens necessárias para chegar a esses resultados.
Como começar então?
Encontrar uma razão. Encontrar a nossa razão. O nosso porquê! Porque fazemos o que fazemos… Um motivo espiritual, mais importante que a nossa realidade material. Se encontramos o nosso porquê, todos os comos aparecem muito facilmente.
Compreender o poder da escolha. Uma das coisas que a vida tem de bom, é que todos os dias podemos fazer escolhas novas. Novos caminhos, novas estratégias e novas opções.
Perceber a importância da associação. O poder das redes de contactos, do networking. O mais importante de estar perto das pessoas certas é que as melhores oportunidades e aprendizagens estão junto destas pessoas.
Aprenda uma coisa de cada vez. Antes de dominar uma ferramenta, uma estratégia, ou uma aprendizagem, não passe para outra. Não tente fazer tudo ao mesmo tempo. Nós tornamo-nos naquilo que aprendemos, pelo que é importante aprender bem.
Rodeie-se de bons profissionais dos seus Fornecedores, aos seus Colaboradores. A informação não tem preço. Trabalhar com bons Advogados, bons Contabilistas, bons Brokers, etc. pode sair mais caro, mas trará seguramente o retorno.
Não gaste em bens de consumo, o retorno do seu negócio. Quantas vezes vemos Empresários, a quem as coisas até correm bem numa fase inicial, a gastar uma parte importante do dinheiro que ganham? O dinheiro feito no nosso negócio deve ser investido em activos geradores de rendimentos. Aquilo que devemos consumir, não deve ser mais do que o gerado por esses activos. Primeiro faça dinheiro, depois invista esse dinheiro e aí sim compre os seus brinquedos. Este será o caminho para a riqueza.
Domine os benefícios da modelagem. Tenha bem claro quem são os seus modelos. Os seus heróis. Siga o caminho daqueles que admira e terá boas probabilidades de ter resultados semelhantes.
Entenda que o derradeiro segredo do sucesso é a acção. Saber é fundamental, mas não é suficiente. O que fazemos com aquilo que sabemos é ainda mais importante. Procure novas ideias e aja.
Por último, conheça o poder de dar. Se quiser dinheiro, dê dinheiro. Se quiser vendas, procure ajudar alguém a vender. Ensine a vender. Se quiser contactos, dê-os primeiro a outros que também precisem.
A reciprocidade é quase mágica. Se damos aquilo que mais queremos, receberemos isso mesmo em quantidades ainda maiores. Com frequência, apenas o processo de pensar a forma de dar aquilo que procuramos, liberta uma corrente de retorno.
Ensine e receberá. Se quer aprender sobre sucesso dinheiro e negócios comece por partilhar aquilo que já sabe.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Frustração
A resistência à frustração é outro aspecto absolutamente essencial. Em tudo o que iniciamos na vida, se há algo que temos garantido é a frustração. Mais tarde ou mais cedo ela aparece. É assim nos negócios, na saúde, nas nossas relações, ou em qualquer outra coisa em que nos envolvermos. Aquilo que distingue, de facto, as pessoas de sucesso, é exactamente a forma como lidam com a frustração. Aquilo que a maior parte de nós faz quando enfrenta a frustração é desistir. Concluímos que não é possível, encontramos desculpas, justificações e tudo aquilo que fundamente o abandono. O que acontece é que, ao fazermos isso, estamos a escolher o fracasso.
Exactamente! O fracasso é uma escolha nossa. O fracasso é desistir! Aquilo que distingue as pessoas bem sucedidas, é exactamente o facto de não desistirem dos seus objectivos. Quando a frustração aparece, reagem ainda com mais energia. Se necessário for procuram outros caminhos, mas não desistem e dessa forma escolhem o sucesso.
Se ter a sua própria empresa é para si uma opção ou uma realidade, prepare-se para enfrentar a frustração. Mas escolha sempre o sucesso!
Exactamente! O fracasso é uma escolha nossa. O fracasso é desistir! Aquilo que distingue as pessoas bem sucedidas, é exactamente o facto de não desistirem dos seus objectivos. Quando a frustração aparece, reagem ainda com mais energia. Se necessário for procuram outros caminhos, mas não desistem e dessa forma escolhem o sucesso.
Se ter a sua própria empresa é para si uma opção ou uma realidade, prepare-se para enfrentar a frustração. Mas escolha sempre o sucesso!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Perturbação
Ilya Prigegine, cientista Russo, ganhou um prémio Nobel da ciência com a sua teoria sobre a Perturbação. Esta teoria ensina-nos que, na natureza, e para crescer qualquer corpo necessita de ser submetido a pressão, até ao limite da sua resistência, e então gerar perturbação. Com as pessoas não é diferente. Quando estamos sob pressão, somos muitas vezes levados até ao limite. Nesta altura, temos a hipótese de nos manter sob pressão, ou de nos afastarmos e relaxarmos. Grande parte das pessoas, opta constantemente por se afastar da pressão. O problema é que ao nos afastarmos da pressão, afastamo-nos também da possibilidade do crescimento. Estar sob pressão é bom, pois conduz-nos à perturbação de que necessitamos para continuar a crescer. Quando esta pressão nos leva a determinados limites, libertamos energia sob a forma de emoções. A qualidade das emoções que libertamos, é fundamental para condicionar a qualidade do nosso crescimento. Se libertamos emoções positivas, tornamos a pressão em algo também positivo e dessa forma crescemos para nos tornarmos melhores. Temos assim de compreender, que a perturbação faz parte do processo de crescimento e aceitá-la como fundamental no sentido de assegurar que o nosso desenvolvimento é constante. Enquanto Empresários estamos também submetidos a bastante pressão, mas devemos aceitar esse fenómeno como positivo, pois é isso que nos faz melhorar. Muitas vezes a oportunidade aparece exactamente depois da desilusão e da rotura.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Sistema de Activação Reticular
Treine a sua mente.
O Sistema de activação reticular é uma parte do nosso cérebro, que funciona como a bússola do mesmo. Lembra-se do último carro que comprou e de, de repente, começar a reparar numa série de carros da mesma marca? O nosso cérebro tem uma capacidade incrível de encontrar e criar tudo aquilo em que nos focalizamos. O cérebro encontrará provas de que a terra é plana, se assim o desejar. Por outras palavras, a sua atenção determina a sua direcção. O que é que acontece quando diz a si próprio para não se esquecer de algo? Pois, normalmente esquece-se. Experimente dizer a si próprio para se lembrar… É verdade! O resultado vai ser completamente diferente.
Quantas pessoas conhece, que vêm ameaças em todo o lado? Para quem o copo está sempre meio vazio? Mas outras há, que têm a característica exactamente contrária. Onde os outros encontram ameaças, eles detectam oportunidades.
Nos negócios é igual. Terá de trabalhar duro, se se convencer disso. Nunca encontrará colaboradores de qualidade, se for nisso em que acreditar. E poderá encontrar ameaças e oportunidades em toda a parte. Lembre-se de se mover em direcção ao que pretende, em vez de fugir do que teme.
O Sistema de activação reticular é uma parte do nosso cérebro, que funciona como a bússola do mesmo. Lembra-se do último carro que comprou e de, de repente, começar a reparar numa série de carros da mesma marca? O nosso cérebro tem uma capacidade incrível de encontrar e criar tudo aquilo em que nos focalizamos. O cérebro encontrará provas de que a terra é plana, se assim o desejar. Por outras palavras, a sua atenção determina a sua direcção. O que é que acontece quando diz a si próprio para não se esquecer de algo? Pois, normalmente esquece-se. Experimente dizer a si próprio para se lembrar… É verdade! O resultado vai ser completamente diferente.
Quantas pessoas conhece, que vêm ameaças em todo o lado? Para quem o copo está sempre meio vazio? Mas outras há, que têm a característica exactamente contrária. Onde os outros encontram ameaças, eles detectam oportunidades.
Nos negócios é igual. Terá de trabalhar duro, se se convencer disso. Nunca encontrará colaboradores de qualidade, se for nisso em que acreditar. E poderá encontrar ameaças e oportunidades em toda a parte. Lembre-se de se mover em direcção ao que pretende, em vez de fugir do que teme.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Alavancagem
Acabámos o último artigo, há 15 dias, falando de alavancagem. Alavancagem é, na minha opinião, a derradeira chave para o sucesso empresarial.
Milhões de pessoas trabalham duramente todos os dias, mas poucas vêem de facto crescer o seu retorno, de uma forma significativa.
O objectivo, enquanto Empresários, não é trabalhar duro. O nosso objectivo enquanto Empresários é maximizar o nosso retorno, procurando constantemente novos caminhos para criar cada vez mais valor, investindo cada vez menos recursos. Ou seja, alavancar! Alavancar o seu tempo, os seus esforços, o seu dinheiro, o seu conhecimento.
Enquanto trabalhamos para terceiros, temos um determinado valor à hora, pelo que só podemos aumentar o nosso retorno, aumentando o número de horas que trabalhamos, ou investindo em nós próprios, de forma a aumentarmos o nosso preço por hora. Qualquer uma destas soluções é muito pouco alavancada, no sentido em que o potencial de aumento é muitíssimo lento e limitado. Quando montamos uma empresa, temos a possibilidade de sermos remunerados pelas nossas horas de trabalho, mas também pelas dos outros. Se construímos uma boa empresa, somos remunerados mesmo sem fazer nada. Isto é a alavancagem na sua forma mais pura. Enquanto empregados fazemos dinheiro, quando montamos o nosso negócio, se as coisas correrem bem, fazemos mais dinheiro, mas quando levamos as coisas mais longe e nos tornamos donos de empresas e/ou investidores, passamos a receber dinheiro (deixamos de ter de o fazer).
O nosso objectivo derradeiro, enquanto Empresários é, acima de tudo, criar uma corrente de rendimentos que flua, quer trabalhemos, quer não. Uma corrente de rendimentos passivos.
Quando montamos a nossa empresa e as coisas não nos correm bem, normalmente o que fazemos é trabalhar ainda mais duro para que corram melhor. Cortamos custos, reduzimos pessoal e chamamos mais e mais responsabilidades a nós mesmos. O problema é que raramente isto resolve o que quer que seja. Mais vale tirarmos algum tempo para levantar a cabeça e olhar à nossa volta.
O que acontece é que, se trabalhamos duro, é porque a nossa empresa não trabalha. O que é um negócio que trabalha? Imagine um negócio em que o empresário não tenha de trabalhar, mas em que tudo funciona bem no sentido de proporcionar ao proprietário, ao cliente, aos fornecedores e aos colaboradores, o resultado que cada um deles deseja.
A questão é que a maior parte dos empresários não consegue resistir à tentação de se envolver directamente nas operações, porque não confiam em mais ninguém para fazer o trabalho. Acreditam que, por qualquer razão, ninguém consegue fazer o trabalho melhor do que eles próprios. Depois, controlam toda a informação do negócio na sua cabeça, são as únicas pessoas que podem fazer tudo e como tal são apanhados na sua própria armadilha.
Como é que se resolve então esta questão? Basicamente através de sistemas.
Sistematizando todas as tarefas que seja possível sistematizar no negócio. Fazer a tarefa uma vez e documentar o procedimento, para que outros o possam fazer, com o mesmo nível de qualidade. Isto é alavancagem! Quantas vezes escrevi este artigo? Quantas vezes e por quantas pessoas pode ele ser lido? Quantas horas perderia eu, para comunicar pessoalmente a cada um dos leitores as minhas ideias? Isto é alavancagem! Fazer as coisas uma vez e deixar condições para que outros beneficiem desse trabalho.
Todos os grandes Líderes são bons a delegar! Se tem ou quer ter o seu negócio, trate de se mentalizar de que deve preparar-se para delegar tarefas.
Ah! E já agora, quando delegar uma tarefa, deixe de facto que as pessoas a tentem executar até ao fim. Se resolver salvá-los dos erros, o que vai acontecer é que eles nunca vão aprender a executar correctamente. Lembre-se de que aprendemos a andar caindo e que não há outra forma de o fazer. Se punirmos o erro constantemente, somos nós que tornamos os nossos colaboradores inaptos.
Milhões de pessoas trabalham duramente todos os dias, mas poucas vêem de facto crescer o seu retorno, de uma forma significativa.
O objectivo, enquanto Empresários, não é trabalhar duro. O nosso objectivo enquanto Empresários é maximizar o nosso retorno, procurando constantemente novos caminhos para criar cada vez mais valor, investindo cada vez menos recursos. Ou seja, alavancar! Alavancar o seu tempo, os seus esforços, o seu dinheiro, o seu conhecimento.
Enquanto trabalhamos para terceiros, temos um determinado valor à hora, pelo que só podemos aumentar o nosso retorno, aumentando o número de horas que trabalhamos, ou investindo em nós próprios, de forma a aumentarmos o nosso preço por hora. Qualquer uma destas soluções é muito pouco alavancada, no sentido em que o potencial de aumento é muitíssimo lento e limitado. Quando montamos uma empresa, temos a possibilidade de sermos remunerados pelas nossas horas de trabalho, mas também pelas dos outros. Se construímos uma boa empresa, somos remunerados mesmo sem fazer nada. Isto é a alavancagem na sua forma mais pura. Enquanto empregados fazemos dinheiro, quando montamos o nosso negócio, se as coisas correrem bem, fazemos mais dinheiro, mas quando levamos as coisas mais longe e nos tornamos donos de empresas e/ou investidores, passamos a receber dinheiro (deixamos de ter de o fazer).
O nosso objectivo derradeiro, enquanto Empresários é, acima de tudo, criar uma corrente de rendimentos que flua, quer trabalhemos, quer não. Uma corrente de rendimentos passivos.
Quando montamos a nossa empresa e as coisas não nos correm bem, normalmente o que fazemos é trabalhar ainda mais duro para que corram melhor. Cortamos custos, reduzimos pessoal e chamamos mais e mais responsabilidades a nós mesmos. O problema é que raramente isto resolve o que quer que seja. Mais vale tirarmos algum tempo para levantar a cabeça e olhar à nossa volta.
O que acontece é que, se trabalhamos duro, é porque a nossa empresa não trabalha. O que é um negócio que trabalha? Imagine um negócio em que o empresário não tenha de trabalhar, mas em que tudo funciona bem no sentido de proporcionar ao proprietário, ao cliente, aos fornecedores e aos colaboradores, o resultado que cada um deles deseja.
A questão é que a maior parte dos empresários não consegue resistir à tentação de se envolver directamente nas operações, porque não confiam em mais ninguém para fazer o trabalho. Acreditam que, por qualquer razão, ninguém consegue fazer o trabalho melhor do que eles próprios. Depois, controlam toda a informação do negócio na sua cabeça, são as únicas pessoas que podem fazer tudo e como tal são apanhados na sua própria armadilha.
Como é que se resolve então esta questão? Basicamente através de sistemas.
Sistematizando todas as tarefas que seja possível sistematizar no negócio. Fazer a tarefa uma vez e documentar o procedimento, para que outros o possam fazer, com o mesmo nível de qualidade. Isto é alavancagem! Quantas vezes escrevi este artigo? Quantas vezes e por quantas pessoas pode ele ser lido? Quantas horas perderia eu, para comunicar pessoalmente a cada um dos leitores as minhas ideias? Isto é alavancagem! Fazer as coisas uma vez e deixar condições para que outros beneficiem desse trabalho.
Todos os grandes Líderes são bons a delegar! Se tem ou quer ter o seu negócio, trate de se mentalizar de que deve preparar-se para delegar tarefas.
Ah! E já agora, quando delegar uma tarefa, deixe de facto que as pessoas a tentem executar até ao fim. Se resolver salvá-los dos erros, o que vai acontecer é que eles nunca vão aprender a executar correctamente. Lembre-se de que aprendemos a andar caindo e que não há outra forma de o fazer. Se punirmos o erro constantemente, somos nós que tornamos os nossos colaboradores inaptos.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
A diferença entre construir um negócio e comprar um emprego…
Há duas semanas atrás, jantei com uns antigos colegas de MBA e tivemos uma conversa bastante interessante. Alguns de nós havíamos montado as nossas próprias empresas e aproveitámos para discutir o impacto que isso tinha tido nas nossas vidas. Quase todos os meus colegas, que haviam tomado esta opção, testemunhavam que estavam a ganhar menos do que quando trabalhavam por conta de outrem e que tal facto teria como consequência, um decréscimo da qualidade de vida familiar, pois para além disso, não trabalhavam menos que antes.
Foi uma reflexão muito interessante: Como é que uma série de gente brilhante, com vários anos de experiência e qualificações académicas deste nível, vive o mesmo problema que é vivido pela maior parte dos empresários? O seu negócio não lhe permite melhorar o seu nível de vida!
Se é esta a experiência da esmagadora maioria dos Empresários e se a isto acresce que em cerca de 80% dos casos, o negócio não sobrevive sequer 5 anos, porque é que ainda há gente a pretender montar as suas próprias empresas?
Daquilo que tenho visto durante muitos anos, a motivação principal de quem se estabelece por conta própria é a liberdade. A expectativa é de que essa liberdade venha sobre a forma de mais dinheiro e mais tempo livre. No entanto, aquilo que de facto acontece na maior parte dos casos, é exactamente o contrário: - Em vez de dirigir as suas empresas os Empresários acabam dirigidos por elas. Acabam por comprar um emprego.
Talvez por isso, a maior parte das pessoas prefere continuar por conta própria, o principal argumento é de que o risco de termos a nossa própria empresa é muito elevado. Também não estou de acordo com esta perspectiva. Quando trabalhamos para alguém, temos apenas um patrão, se por qualquer razão ele deixa de contar connosco (e isto acontece com mais frequência do que muitas vezes se pensa), ficamos sem nada. Enquanto empresário, posso ter todos os clientes que conseguir encontrar, mesmo que metade deles me deixem de comprar, continuo a ter a outra metade. Enquanto Empresário tomo o meu futuro nas minhas mãos, vivo com os resultados daquilo que faço.
O que é um negócio?!...
Antes de avançarmos para a montagem do nosso negócio, acredito que temos de compreender o que é, de facto, um negócio. Tenho como verdade que um negócio é uma empresa comercial, rentável, que trabalha sem o proprietário. Se não trabalhar sem o proprietário não é um negócio, é um trabalho. É fundamental compreendermos que se o negócio precisa de nós para funcionar, só poderá crescer até ao limite do tempo disponível na nossa agenda. A nossa liberdade deve ser o nosso objectivo fundamental, quando construímos um negócio.
Compreendo que isto seja uma volta de 180º em tudo aquilo que até hoje tomou como verdadeiro, mas peço-lhe que acompanhe o meu raciocínio. Se as operações do meu negócio necessitarem de mim, quem é que vai fazer o trabalho do Empresário? O trabalho estratégico? A preparação do crescimento do negócio? … Na minha opinião é exactamente por isto que a maior parte de nós, Empresários, trabalha demasiadas horas obtendo pobres resultados.
Compreenda a força da Alavancagem.
Alavancagem é a capacidade de produzir cada vez mais, com cada vez menos recursos. É a multiplicação da força que abre a porta do sucesso empresarial. Arquimedes disse que “com uma alavanca eu posso mover o mundo”. Aprenda também a fazer crescer o seu negócio, criando condições para que este seja cada vez mais produtivo. Como é que se consegue? Aplicando bem o seu tempo, trabalhando o negócio em vez de no negócio. Sendo eficiente ao nível do marketing, finanças, RH e uso da tecnologia. Aplicando sistemas a todos este níveis. Construindo, de facto, um negócio em vez de um emprego.
Foi uma reflexão muito interessante: Como é que uma série de gente brilhante, com vários anos de experiência e qualificações académicas deste nível, vive o mesmo problema que é vivido pela maior parte dos empresários? O seu negócio não lhe permite melhorar o seu nível de vida!
Se é esta a experiência da esmagadora maioria dos Empresários e se a isto acresce que em cerca de 80% dos casos, o negócio não sobrevive sequer 5 anos, porque é que ainda há gente a pretender montar as suas próprias empresas?
Daquilo que tenho visto durante muitos anos, a motivação principal de quem se estabelece por conta própria é a liberdade. A expectativa é de que essa liberdade venha sobre a forma de mais dinheiro e mais tempo livre. No entanto, aquilo que de facto acontece na maior parte dos casos, é exactamente o contrário: - Em vez de dirigir as suas empresas os Empresários acabam dirigidos por elas. Acabam por comprar um emprego.
Talvez por isso, a maior parte das pessoas prefere continuar por conta própria, o principal argumento é de que o risco de termos a nossa própria empresa é muito elevado. Também não estou de acordo com esta perspectiva. Quando trabalhamos para alguém, temos apenas um patrão, se por qualquer razão ele deixa de contar connosco (e isto acontece com mais frequência do que muitas vezes se pensa), ficamos sem nada. Enquanto empresário, posso ter todos os clientes que conseguir encontrar, mesmo que metade deles me deixem de comprar, continuo a ter a outra metade. Enquanto Empresário tomo o meu futuro nas minhas mãos, vivo com os resultados daquilo que faço.
O que é um negócio?!...
Antes de avançarmos para a montagem do nosso negócio, acredito que temos de compreender o que é, de facto, um negócio. Tenho como verdade que um negócio é uma empresa comercial, rentável, que trabalha sem o proprietário. Se não trabalhar sem o proprietário não é um negócio, é um trabalho. É fundamental compreendermos que se o negócio precisa de nós para funcionar, só poderá crescer até ao limite do tempo disponível na nossa agenda. A nossa liberdade deve ser o nosso objectivo fundamental, quando construímos um negócio.
Compreendo que isto seja uma volta de 180º em tudo aquilo que até hoje tomou como verdadeiro, mas peço-lhe que acompanhe o meu raciocínio. Se as operações do meu negócio necessitarem de mim, quem é que vai fazer o trabalho do Empresário? O trabalho estratégico? A preparação do crescimento do negócio? … Na minha opinião é exactamente por isto que a maior parte de nós, Empresários, trabalha demasiadas horas obtendo pobres resultados.
Compreenda a força da Alavancagem.
Alavancagem é a capacidade de produzir cada vez mais, com cada vez menos recursos. É a multiplicação da força que abre a porta do sucesso empresarial. Arquimedes disse que “com uma alavanca eu posso mover o mundo”. Aprenda também a fazer crescer o seu negócio, criando condições para que este seja cada vez mais produtivo. Como é que se consegue? Aplicando bem o seu tempo, trabalhando o negócio em vez de no negócio. Sendo eficiente ao nível do marketing, finanças, RH e uso da tecnologia. Aplicando sistemas a todos este níveis. Construindo, de facto, um negócio em vez de um emprego.
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